Março, 1983. Diante de uma plateia atônita, Clemente e sua banda, os Inocentes, começam a tocar acordes rápidos. Ariel, o vocalista, cai do palco e segue cantando com o microfone desligado. Clemente, no baixo, toma os vocais. Caos e confusão, um show que se tornaria um marco do rock brasileiro. Em 1982, Marcelo Rubens Paiva havia acabado de sofrer o acidente que o colocara numa cadeira de rodas. Conhece Clemente e as bandas punks e começa a escrever seu livro, Feliz ano velho. Um livro vibrante que se lê como um romance, mas onde tudo é estritamente real que fala não só do movimento punk e da sublevação da periferia, mas também da abertura política brasileira, da fúria e do desencanto dos anos 1980.

Figura ilustre da cena punk rock brasileira, Clemente Nascimento, em 1978, já era baixista do Restos de Nada, considerado o primeiro grupo punk paulista. Em 1979, passou pela a banda N.A.I., que depois virou Condutores de Cadáver, e em 1981 fundou o Inocentes, banda que o consagrou no cenário nacional. Atualmente, além do Inocentes, Clemente está à frente da Plebe Rude e tem se dedicado ao primeiro projeto solo intitulado “Clemente e A Fantástica Banda Sem Nome”.

Para Clemente, lançar “Antes que Seja Tarde”, é poder mostrar canções que também fazem parte do seu universo, e que ampliam os horizontes da sua música, sem perder a verve das raízes punk e ao mesmo tempo, poder completar uma lacuna que não é preenchida nem pelo Inocentes e nem pela Plebe Rude. “Neste projeto eu tenho a liberdade de experimentar sonoridades diferentes do que as do Inocentes e da Plebe. Tem músicas nesse projeto que foram escritas a 30, 25, 20 anos atrás, mas não tinham a cara das outras bandas, e quando nos reunimos acabei compondo algumas músicas com a banda e outras sozinho, já inspirado pelo clima desse disco, que é mais lírico e lúdico, sem perder o frescor alternativo”, explica. 

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